ESCOLA RURAL HAITI

MUSEU DA CRIATIVIDADE

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SOBRE O PROJETO

 

Premiação: 3º Colocado no Prêmio Saint Gobain (categoria estudantil)

http://www.premiosaintgobain.com.br/docs/Premio_Saint_Gobain_Book_6a_Edicao.pdf

Uso: Misto

Ano: 2018

Local: Campos Elíseos -SP

Status: Estudo

Projeto: Jonathan Almeida

Conceito: A cidade ao nível dos olhos tem estreita relação com o desenho das quadras, pois a vida cotidiana deve ocorrer mais intensamente no térreo e as tipologias dos edifícios inseridos nos lotes isolados, alheios aos espaços públicos, não são capazes de proporcionar desenvolvimento urbano e não traz benefícios nenhum a cidade.

É possível concluir, desse modo,  que a quadra aberta híbrida torna-se o modelo que proporciona oportunidades ideais de projeto para suprir a demanda de espaços de qualidade, considerando a escala local como um elemento estruturador para habitação, escritórios e lazer, permitindo a democratização da cidade, o uso das fachadas ativas para contribuir na fruição urbana e auxiliar na economia local através desses variados usos.

O complexo trará uma inovação para a região através de elementos estruturadores do espaço urbano, cedendo parte de seu espaço para a cidade. Havendo em vista a valorização e a prática da cultura e também aproximar as diversidades regionais junto à população, os novos edifícios possuem como meta, incentivar o convívio e a integração social como um todo.


Os conceitos de sustentabilidade não estão apenas aliados as estratégias de eficiência energética relacionados ao edifício, mas sim partindo de sua localização, onde podemos encontrar uma oferta de transporte público e serviços de qualidade.  As cidades compactas visam um alto adensamento, para usufruir desses benefícios, porém se esse adensamento for feito sem um planejamento adequado, causará um impacto negativo muito maior do que a situação atual.  A quadra aberta vem de encontro a essas questões, propondo soluções para o adensamento, que possa trazer a sustentabilidade em todos os sentidos da palavra e recuperar espaços públicos, trazendo vitalidade aos grandes centros urbanos.


O total de área construída, contabilizando a circulação dos edifícios resulta em 47.591,86 m², porém com a Operação Urbana Centro estabelecendo parâmetros de coeficiente de aproveitamento maiores do que o plano diretor e contrapartidas, o total de área construída final encontra-se compatível à legislação, por não ser computável ainda áreas de fruição públicas localizadas no térreo e espaços que incentivem a produção da cultura em geral como cinemas, auditórios, entre outros (SÃO PAULO, 1997). A área de estacionamento para veículos, também não é computável para efeito de C.A Máximo = 6.  Temos ainda o incentivo ao uso misto, que desconta 20% da área total do empreendimento, por ter uso comercial, institucional e residencial no mesmo local, o que resulta em uma área final de 38.072,80 m².